RESENHA: Bubble – Eytan Fox

19961155Em “Romeu e Julieta” de William Shakespeare, a rivalidade entre as famílias transformou o amor do jovem casal em uma das tragédias mais emblemáticas da literatura mundial. A peça, escrita no século XVI, conta a história de dois amantes que são condenados pelo seu amor impossível.  O filme israelense “Bubble” foi lançado em 2006 e, apesar de retratar um contexto completamente diferente, possui a mesma temática. Contudo, em “Bubble” são os conflitos políticos e religiosos que impedem o israelense Noam e o palestino Ashraf de viverem o romance em paz.

Noam é um vendedor de discos que divide o apartamento com o gerente de um café Yelli e com a vendedora de cosméticos Lulu na cidade de Tel Aviv, apelidada de “bolha”, por parecer indiferente aos conflitos existentes na fronteira. Os três são jovens e vivem à flor da pele. A rotina é marcada por romances passageiros, festas e muita parceria entre eles.

Só que a “bolha” em que vivem estoura no momento em que eles dão guarida ao palestino Ashraf. Ele e Noam se apaixonam repentinamente. Como na religião muçulmana a homossexualidade é vista como um pecado inadmissível, o casal enxerga em Tel Aviv o único lugar possível para eles continuarem o relacionamento. Diante dessa realidade, Ashraf passa a viver clandestinamente em Tel Aviv. Ele assume uma nova identidade e até começa a trabalhar como garçom no café onde Yelli trabalha.

Paralelamente, os quatro jovens organizam uma festa rave na praia com o objetivo de pedir paz e defender o fim da ocupação dos territórios palestinos. Atitude ingênua e sonhadora típica da idade.

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Sensível, tocante, belo. São três adjetivos que posso descrever “Bubble”. A temática da homossexualidade é tratada de forma natural. Impossível não torcer para Noam e Ashraf ficarem juntos. Não tem como não se emocionar durante os momentos em que eles passam juntos. Um amor urgente que os dois sabem que pode ser destruído a qualquer momento. A trilha sonora é um espetáculo à parte, assim como a direção de Eytan, que também assina o roteiro com Gal Uchovsky.

Por outro lado, o filme consegue ser leve e denso ao mesmo tempo. Em certas cenas, principalmente envolvendo Yelli e Lulu, é possível arrancar algumas risadas. Trechos leves que anunciam uma tragédia anunciada. Assim como em Romeu e Julieta, Noam e Ashraf não conseguirão ficar juntos. Ou, dependendo da leitura de cada um, assim como na peça de William Shakespeare, eles finalmente ficarão juntos para sempre.

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