VERSÃO: Respeitável público

O palhaço estava lá. Assim como o mágico, os equilibristas, os malabaristas. Na praça de alimentação, também não faltaram a pipoca, o churros, o amendoim torrado, a maçã do amor nem o algodão doce. Tudo estava lá. Com uma roupagem mais elegante e imponente, mas estava. O preço também era um pouquinho mais salgado, confesso.

Pipoca e refrigerante em mãos, atravesso o corredor que dá acesso à área do palco. O cheiro de infância invade a memória. Risos, momentos, recordações embasadas pelo tempo. Volto rapidamente ao presente e procuro meu lugar para sentar. Em volta, um luxo que distancia o espaço dos circos que costumava ir quando criança.

tihany2Uma gravação anuncia que o espetáculo vai começar em dois minutos. Apagam-se as luzes e som na caixa. O primeiro número reúne todo o elenco fantasiado de palhaço. Um prelúdio de quem seria um dos maiores astros do show: o Príncipe dos Palhaços. Diferente da figura clássica, o responsável pelas risadas no Circo Tihany tem um corpo atlético, é bem disposto e abusa das mímicas para arrancar o riso de crianças e adultos. As caras e bocas e a interação com a plateia são os pontos fortes da apresentação do venezuelano Henry Ayala Junior, que tem um quê de Charles Chaplin.

O ilusionista argentino Richard Massone também faz os olhos dos espectadores de todas as idades brilharem. Os números mostram pessoas, motocicleta e até um helicóptero desaparecerem na frente de todos. A maioria dos truques é bem executada e não há quem não tente adivinhar o segredo (eu descobri o da motocicleta). “Olha mãe, o avião sumiu!”, falou um impressionado  garotinho de 5 anos sentado bem ao lado.

circo 1Não podemos esquecer as contorcionistas. As quatro moças asiáticas deixam a plateia boquiaberta com tamanha elasticidade em uma verdadeira dança das cadeiras. A cada movimento finalizado, aplausos.

Já o penúltimo número mostra trapezistas realizando piruetas sob uma luz negra. Delicadamente encantador.

O circo Tihany volta ao Brasil 14 anos depois de excursionar internacionalmente. E até o momento, a turnê “AbraKdabra” já foi vista por mais de um milhão de pessoas nas 17 cidades por onde o circo passou. Entre elas Manaus, Belém, São Luís, Fortaleza, Recife, Maceió, João Pessoa, Natal, Aracaju, Salvador, Vitória, Brasília, Goiânia e São Paulo.

Na equipe formada por 60 artistas, há 27 nacionalidades, sendo quatro brasileiros. Todos são muito bem preparados e usam figurinos inspirados em apresentações de Las Vegas. Muito brilho e efeitos especiais. Tecnologias de acordo com a grandiosidade do espetáculo.

A apresentação é irregular, mas merece todos os aplausos recebidos. E apesar dos aparatos tecnológicos, roupas luxuosas, alimentos caros e palhaço bonitão, o Tihany continua sendo um circo e encantando as pessoas de todas as idades, principalmente as crianças, tão carentes hoje em dia desse ambiente encantado que apenas o universo circense proporciona.

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